Uma pesquisa da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), envolvendo 800 entrevistas pessoais aplicadas em pontos de fluxo da Capital, fez um belo mapa da confiança e atitude dos consumidores paulistanos.
Quando interrogados sobre ‘estar melhor ou pior, financeiramente, do que há um ano’, o índice foi bastante otimista. “69,3% das pessoas dizem estar melhores, financeiramente, do que no ano passado”, constata Marcel Solimeo, superintendente Institucional e economista da ACSP. Dividida em categorias socioeconômicas, a pesquisa apontou que a melhora foi refletida em todas as classes sociais.
Outro ponto interessante revelado pelo estudo foi o comportamento dos paulistanos nas compras durante a crise. Vestuário foi o item mais procurado em todas as classes, nos últimos seis meses. Eletrônicos e eletrodomésticos também aparecem em destaque.
A pesquisa também mostra que a qualidade dos produtos pode superar o desejo por marcas renomadas. Metade dos entrevistados não se preocupa com marcas conhecidas. Nas classes A e B, 40% dos consumidores ficam atentos às marcas, enquanto nas D e E 66,3% não se importam. Segundo Sandra Turchi, superintendente de marketing da ACSP, a taxa de consumo mais elevada nas classes A e B apresenta uma forte ligação com o status que as grandes marcas conferem a quem as consome.
A grande diferença é a forma como as classes analisam o produto no ato da compra. Os consumidores mais pobres prezam muito a escolha acertada, pois não dispõem de tanto capital. “Eles consomem produtos de qualidade, sim, desde que sejam beneficiados pelo crédito, mas não necessariamente a escolha vai estar ligada à marca. Ele se permite pagar mais caro, mas não quer arriscar”, explica Sandra.
A pesquisa mostra também que 76,3% dos consumidores preferem qualidade a preço, sendo os das classes A e B os que mais concordaram com a assertiva: “Prefiro um produto de qualidade a um de bom preço”, (81,1%). São os consumidores com este perfil os que mais realizaram compras na internet (39,1%) e os que mais compraram produtos com divulgação através de propaganda por e-mail (32,1%).
Entre as classes D e E apenas 7,1% fizeram compras pela internet e 3,1% através de e-mail marketing. O destaque, porém, é que os consumidores destes segmentos são os que mais fizeram compras pela web nos últimos 30 dias (28,6%), reflexo do movimento vivido pela economia nacional e do acesso de novos públicos a opções antes restritas a uma minoria.
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