O setor de comércio eletrônico deve faturar R$ 20 bilhões neste ano, o que representa um crescimento nominal de 30% frente a 2010, estimam a e-bit e a camara-e.net (Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico)
Entre os motivos para o avanço, estão as novas ferramentas que auxiliam os consumidores na hora de realizar uma compra, como as redes sociais, além dos portais de compra coletiva.
O homem gasta 35% mais compras pela internet do que as mulheres, segundo uma pesquisa da E-bit em parceria com a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico. Eles buscam, principalmente, eletroeletrônicos, celulares e peças de carros. Além de comprar mais, eles também são maioria: 57% dos clientes online.
Com a regulamentação da Lei Estadual 13.747/2009 – SP, que exige dos estabelecimentos comerciais do Estado de São Paulo a fixação de data e turno para a entrega de produtos, há questionamentos de clientes sobre o suporte dos serviços de encomenda dos Correios para atendimento ao disposto na lei.
Antes de tudo, cabe esclarecer que a lei realmente é benéfica ao consumidor na entrega de produtos e serviços que exijam a presença do destinatário no domicílio. Nada pior do que ficar esperando alguém para instalar um equipamento em casa e, ao final, ninguém aparecer. Mas é necessário ir um pouco mais a fundo nesta questão.
O aumento do poder aquisitivo dos brasileiros da classe C nos últimos anos, formada por pessoas cuja renda familiar é de até R$ 3 mil, fez com que ela passasse a ter extrema relevância para o comércio eletrônico. Hoje, esse público representa 52% dos consumidores que compram pela web, de acordo com estudo da empresa de monitoramento de comércio eletrônico e-bit. Já as classes mais alta, com renda familiar de R$ 3 mil até R$ 5 mil e com rendimento mensal superior a R$ 5 mil, representam 24%.

O número de pessoas com acesso à internet em qualquer ambiente (domicílios, trabalho, escolas, lan houses ou outros locais), no Brasil, atingiu 73,9 milhões no quarto trimestre de 2010, segundo o IBOPE Nielsen Online.
O número representa crescimento de 9,6% em relação aos 67,5 milhões do quarto trimestre de 2009. O acesso à internet no trabalho e em domicílios vem crescendo ainda mais. O total de pessoas com acesso em pelo menos um desses dois ambientes chegou a 56 milhões em fevereiro de 2010, o que significou um crescimento de 19,2% sobre os 47 milhões do mesmo mês do ano anterior. O total de pessoas que moram em domicílios com acesso à internet cresceu 24% nesse período e já é de 52,8 milhões, segundo o IBOPE Nielsen Online.
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